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Como ser, você mesma, a mulher dos seus sonhos. Um texto em homenagem ao dia das mulheres

08 de março de 2021 | Por

É fato notório que há maioria de mulheres nos bancos das faculdades de direito, assim como são maioria das inscritas nas principais seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil, e, via de regra, na base do quadro de colaboradores dos escritórios de advocacia. Mas, infelizmente, essa maioria não é espelhada no topo das carreiras jurídicas.

E a luta para se chegar à paridade parece ser inglória porque a equidade de gênero nos lugares de decisão, no mais das vezes, precisa ter genuína iniciativa institucional e depende de uma curva de aprendizagem que ainda desafia a sociedade como um todo.

Gostamos de acreditar, até porque somos mães de meninas, que esse objetivo será eventualmente atingido, pois a coletividade vem tendo ganhos de consciência e dando saltos éticos, o que por sua vez se reflete nos escritórios de advocacia, que são cada vez mais chamados por seus clientes a terem proatividade e protagonismo no que se refere a este tema.

Entretanto, a triste realidade é que ainda não estamos muito perto de alcançar a ousada meta.

Por isso, esse texto não é mais um sobre as dificuldades, os gargalos, os tetos de vidro, os muros invisíveis, o gap salarial, e todas as outras barreiras que dificultam a ascensão das mulheres advogadas para espaços de poder, tão característica do nosso nicho de trabalho.

É, sim, sobre como nós – a soma da maioria das mulheres na base com a minoria na liderança das bancas (e por que não também o crescente número de mulheres executivas que representam as empresas clientes?) – já podemos nos comportar entre nós, enquanto as mudanças estão ainda em evolução.

E o que temos feito com sucesso em prol da inclusão e da diversidade é: sermos nós – mulheres – as líderes, colegas de trabalho, e clientes que gostaríamos de ter.

Essa mentalidade, traduzida em ações cotidianas, tem se manifestado mais ou menos assim:

  • não preterimos mulheres no processo seletivo;
  • incentivamos e promovemos qualificação profissional e pessoal das mulheres;
  • remuneramos as mulheres da mesma forma que remuneramos os homens;
  • não rotulamos nem estereotipamos mulheres no ambiente de trabalho;
  • conscientizamos, sempre e tão prontamente quanto possível, sobre as micro agressões causadas às mulheres pelos comentários e piadas sexistas no ambiente de trabalho;
  • incentivamos e viabilizamos a opinião de mulheres em momentos de decisão;
  • acolhemos e damos voz para mulheres em situação de assédio moral e/ou sexual;
  • encorajamos e facilitamos o retorno ao trabalho de mulheres com filhos pequenos; e
  • tratamos a maternidade – e as obrigações e responsabilidades dela advindas – com a mesma naturalidade e admiração com que tratamos a paternidade.

Se você acha que essa postura mais pragmática faz sentido, fique à vontade para incluir na lista suas próprias ideias de posturas que nos ajudem a melhor navegar o ambiente de trabalho no estado em que ele se encontra, enquanto ainda não se realiza o maior sonho que é o da paridade.

Dedicamos esse texto às mulheres GMW que já fazem com maestria esse papel: Ana Carla Santos Neves; Alessandra El Kobbi Klinovski; Alessandra Sanchez de Paula; Ana Clara Gonçalez da Silva; Ana Paula Freire Carvalho; Bianca Corrêa de Lima; Clara Oliveira Marques; Daniella Iervolino Cugi; Flavia Jablonka Ferreira; Giulia Trindade Miranda; Isabela Oliveira Arantes; Juliana Diniz Gonçalves; Juliana Marques Pieretti de Almeida; Letícia Aparecida Feitoza dos Santos; Leticia Oliveira Silva; Lisian Karen Roda; Marilene Castro do Amaral; Marina Mys Gonçalves Modesto; Marina Ourives Garcia; Natália Sché Viegas; Nicolli Menezes Lopes; Silvia de Souza Araujo; Thaís Araujo de Castro; Thaís Brandino Rosa Matiolli; e Vanessa Oliveira Nardella dos Anjos.

Feliz Dia da Mulher!

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